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POR ONDE
ANDA ?
Saudades...
Faleceu aos 73 anos em decorrência de um aneurisma abdominal, em
20 de junho de 2003. Trabalhou até o último dia de sua vida com
o Rádio, utilizando-o para informar, alegrar e defender os
direitos do povo.
BREVE
HISTÓRICO:
Natural de
Batatais (SP), Antônio Magrini nasceu em 20 de novembro de 1930,
filho único de um casal formado por um comerciante e uma
funcionária pública.
Profissionalmente começou no Rádio em 1949, na Rádio Difusora de
Batatais, como operador de áudio. Para conseguir ser locutor,
combinou com um amigo, Jorge Magalhães, que ele faltasse do
trabalho para substituí-lo. E assim foi.
Anos depois foi convidado pela emissora francana Hertz para
compor a equipe, onde foi locutor esportivo, apresentador e
animador de auditório. Nessa emissora colocou pela primeira vez
uma linha de telefone no ar.
Magrini usava o Rádio a serviço da população. Um exemplo foi
campanha, feita através da Rádio Cultura AM de Ribeirão Preto,
para modificar o nome de um bairro da cidade. Em 2 de abril de
1967, Magrini e o vereador Osório Carlos do Nascimento
promoveram um plebiscito para que fosse votada, pelos moradores,
a alteração do nome de “Barracão” para “Ipiranga”, ganhando
“Ipiranga”. Este fato está relatado em livros, tais como,
“Recordando o Passado”, do jornalista Divo Marino, e em jornais
da cidade.
Magrini foi para Ribeirão Preto depois de ouvir na Rádio 79 que
a emissora precisava de um locutor. Fez o teste e passou.
“Magrini ganhava um bom salário e amava trabalhar na Rádio 79”,
afirma a viúva do radialista Ana Maria Pires Magrini.
Depois de permanecer 15 anos na “Equipe 79”, Magrini passou por
Catanduva, Rio Preto e São Paulo, onde apresentou um programa
com Abelardo Barbosa (Chacrinha), que se tornou seu amigo
pessoal. “Foi uma amizade muito bonita, o ‘velho Chacrinha’
confiava muito no Magrini”, afirma Ana Maria.
No Rio de Janeiro foi locutor, repórter e apresentador nas
rádios Nacional, Tupi, Continental e Carioca. Na televisão foi
produtor do programa “Cassino do Chacrinha”, na Rede Globo, por
11 anos.
Em 1977, a Rádio Ribeirão Preto chamou Magrini de volta ao
interior paulista. Como âncora, ele passou a movimentar toda a
equipe de repórteres num programa voltado ao serviço de
reclamações de populares.
“Amado por uns e odiado por outros” era um lema que Magrini
sempre repetia por onde passava. “Ele representava o povo em
todos os lugares, sempre com um microfone em mãos para
transmitir tudo para a emissora em que trabalhava”, Ana Maria
afirma.
“Tenho muita felicidade por ter trabalhado ao lado desse
profissional. Com ele aprendi os desafios que a vida
proporciona. Muitas vezes ele foi amigo, irmão, pai e, acima de
tudo, o mais perfeito repórter do nosso país”, afirma Thomas
Edson, grande amigo do radialista. “Magrini tinha uma capacidade
incrível de raciocinar e improvisar. Sabia expressar-se como
ninguém; para mim ele era um gênio”.
Colaboração: Covas Junior
FONTE: Jornal do Barão
Por: Lucas Sabino
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